sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Judô Filosofia de vida

JUDÔ COMO FILOSOFIA DE VIDA.


Muitos pais procuram o Judô para dar disciplina aos seus filhos. E embora muitos possam achar uma "lenda", isso acontece por causa da filosofia única do Judô que oferece aos seus praticantes, além de ser um desporto de defesa pessoal, a possibilidade de superarem as suas próprias limitações físicas, mentais e espirituais.
No fundo, este confronto desportivo entre dois judocas, recorre à “não resistência” para controlar, desequilibrar e vencer o adversário com um esforço mínimo. Ao contrário do “ju-jutsu”, onde o objetivo primordial de qualquer combate era vencer, o judô é, em primeiro lugar, uma atividade física com uma forte componente educativo, racional, objetivo e eficaz. O uso da inteligência é estimulado, principalmente no sentido de um judoca utilizar a própria força e peso do seu oponente contra ele. Nas palavras do Mestre Jigoro Kano: “o judô é a arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual e a vitória representa um fortalecimento espiritual”.

OS 3 PRINCÍPIOS

O Mestre Jigoro Kano estruturou toda a modalidade em torno de três princípios fundamentais que resumidos são “máxima eficácia, mínimo esforço” e “prosperidade e benefícios mútuos”.

1. Princípio da Máxima Eficácia do Corpo e do Espírito (“Seiryoku Zen’Yo”) – tratar e fortalecer o corpo, a mente e o espírito, mantendo-os sempre saudáveis, para que nos possam servir de forma racional, inteligente e utilitária, não só nas lutas de judô, mas em todos os aspectos do nosso quotidiano.

2. Princípio da Prosperidade e Benefícios Mútuos (“Jita Kyoei”) – o progresso pessoal está intimamente ligado à solidariedade humana e à entre-ajuda, só assim é que nos tornamos atletas e humanos completos.

3. Princípio da Suavidade (“Ju”) – apesar de diretamente ligado ao plano físico, este princípio deve ser utilizado inteligentemente, ou melhor, a força deve ser racionalizada, para não ser de mais, para não tornar a luta violenta.

VALORES ENSINADOS

O judô é acima de tudo, uma escola de valores, onde se procura ensinar aos atletas, serem cidadãos, que vivem em harmonia com a sociedade, sempre com respeito pelo próximo. O seu progresso é medido com base nas três componentes da modalidade:
• “Shin” – o espírito: os atletas são ensinados a respeitar todo o ritual que envolve o judô, tornando-os assim cidadãos mais atentos e mais pacientes. A força mental e o verdadeiro espírito judoca está no respeito pelos adversários, em saber aquilo que se quer e que se está a fazer.
• “Ghi” – a técnica: o atleta de judô aprende uma enorme diversidade de técnicas de ataque e de defesa, que só praticando e repetindo é que se aperfeiçoa. É nesta fase que também aprendem os três princípios da modalidade.
• “Tai” – o valor do combatente: a aprendizagem das técnicas do judô e o desenvolvimento da força mental conferem ao atleta as capacidades necessárias para ser considerado um verdadeiro e eficaz combatente.

O CÓDIGO MORAL

Precisamente porque o judô é muito mais do que uma modalidade desportiva, uma luta ou uma arte marcial, tem o seu próprio código moral, que deve ser aplicado em todos os aspectos da vida de um judoca.
• Amizade: o respeito, a sinceridade e a modéstia são a base para construir laços de amizade com aqueles que o acompanham nesta escola de vida.
• Autocontrole: controlar as emoções e os impulsos, principalmente os negativos, mantendo-se concentrado nas suas capacidades e naquilo que tem de ser feito.
• Coragem: no judô (tal como na vida) ser corajoso implica saber começar uma coisa, ter a força para continuar, mesmo sem resultados à vista, e nunca desistir, ter sempre esperança.
• Cortesia: existem um conjunto de regras e de etiquetas que devem ser respeitadas; o judoca tem de ter sempre consciência das suas atitudes e consequentes resultados.
• Honra: ser digno consigo próprio e com os outros; dar o melhor de si e fazer por ganhar, mas não procurar a vitória a qualquer custo.
• Modéstia: saber ganhar, saber perder, ser humilde e despretensioso em ambas as situações e, acima de tudo, com os seus colegas.
• Sinceridade: saber ser verdadeiro e exprimir-se genuinamente, o que implica um grande conhecimento e aceitação de si próprio.
• Respeito: talvez o valor mais importante do judô e da vida; é essencial respeitar-se a si, aos outros atletas, ao professor, àquilo que se passa no tatame. Só com respeito é que há confiança, verdade e amizade.
A IMPORTÂNCIA DO CUMPRIMENTO

O judô é regido pelo respeito, cortesia e amizade mútua – valores que se expressam através de dois “cumprimentos” ou “saudações”. A saudação ou “Rei-ho” é o sinal máximo de respeito no judô e pode ser realizada em pé (“Ritsurei”) ou ajoelhada (“Zarei”). A saudação deve ser efetuada por cada judoca sempre que entra e sai do “Dojô”, sempre que pisa e que deixa o tatame, sempre que inicia e termina uma aula, sempre que começa e termina um treino com um colega, no início e no fim de cada treino.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019


Gostaria de falar sobre nossa “nova marca”, que nem é tão nova assim.


A GALVÃO JUDÔ CLUBE foi fundada em 1992 na Cidade de Lages em Santa Catarina após eu me mudar para essa maravilhosa cidade, iniciei minhas aulas de Judô em 1990 em um Colégio muito conceituado no município, chamava-se ou ainda chama-se “Escolinha da Mônica / Colégio Sigma”, Colégio de relevância, iniciativas inovadoras e de ótimo conceito pedagógico.
Bom, levei um projeto de Judô para essa Instituição de Ensino que analisando a importância do Judô para o Colégio, logo aderiu a modalidade. Vale lembrar que os seus Diretores sempre à frente de sua época viram a importância de uma modalidade como o Judô.
Não posso esquecer o nome dos Professores Aldo, Rita e Neide que apoiaram essa iniciativa inovadora em uma região tão tradicional como a Serra Catarinense.
Depois de dois anos, me desliguei do Colégio e fundei a GALVÃO JUDÔ CLUBE em um local amplo e adequado a boa prática do Judô, foi lá também que algum tempo depois comecei a dar aulas de Jiu-Jitsu pois já o praticava quando morava em São Paulo, sendo assim o precursor do BJJ na cidade Lageana.



Foram anos de trabalho árduo e constantes, passaram pelo nosso Dojô centenas de alunos que se tornaram homens e mulheres de bem, fato sempre instruído pelo Judô, pois faz parte de seus princípios. 
Conquistamos títulos Estaduais, Nacionais e até mesmo Internacionais, mas como sempre digo, "medalhas e troféus enferrujam", já o bom caráter e bons costumes nunca mudam.


Como tudo nesta vida existe um ciclo, um tempo... Em meados do ano de 2001 a GALVÃO JUDÔ CLUBE / LAGES-SC acabou encerrando suas atividades pelos mais diversos motivos, alguns verdadeiros e outras nem tantos... Uma grande verdade foi a perda do apoio da Prefeitura Municipal de Lages que por questões financeiras cortou nossa parceria, enfim, encerramos nossas atividades.
Durante muitos anos eu como Sensei responsável pelo Judô Lageano, fui convidado por diversas Cidades a ministrar aulas, cito algumas como por exemplo: Videira, Iomerê, Chapecó e por último Criciúma.

Nessa última, tivemos uma equipe muito forte onde conquistamos vários títulos Estaduais e Nacionais, mas nada tinha a ver com a GALVÃO JUDÔ CLUBE, eu era contratado pela Prefeitura municipal para dar aulas.
Mais uma vez um ciclo se fechou, e como todas as Prefeituras andavam “quebradas”, o Judô se encerrou!!!

Resolvi voltar para minha Terra natal Sorocaba. 
Parei de trabalhar com competições e rendimento esportivo, isso já havia me desgastado muito. Não estou aqui para criticar ninguém, admiro quem ainda nos tempos de hoje consegue suportar tudo isso.
Enfim, para finalizar, comecei novamente a trabalhar com a formação de novos judocas e futuros atletas, já faz quase 10 anos aqui em Sorocaba. 
A iniciação do Judô para crianças e jovens em várias instituições na cidade, é cansativo eu confesso, mais é muito mais prazeroso que títulos ou medalhas, ainda me considero muito competitivo e quem sabe um dia eu volto nesse cenário de competições de alto rendimento.



Agora falando especificamente da nossa nova “logo” da GALVÃO JUDÔ CLUBE, tentarei exemplificar cada detalhe da marca
Confesso que as corres foram escolhidas aleatoriamente, o nome nem preciso explicar, “Galvão Judô Clube” é relativo à nossa história de quase 30 anos de história dentro do Judô. 
O emblema arredondado foi porque eu queria manter a tradição dos “patchs” de antigamente sempre redondos, onde colocávamos nos judogis. 
No centro da logomarca em preto, tem a tradicional flor de cerejeira, usada tradicionalmente pela escola Hombu Budokan uma das primeiras no Brasil e de tradição incomensurável da família Ogawa, da qual vêm minha escola, meu primeiro Sensei o Senhor Rizzardo, aprendeu muito de seu Judô nessa escola, sou muito agradecido ao Sensei Matsuo (que me promoveu a faixa roxa "abaixo de porrada com shinai"), Sensei Hatiro e Hitoshi Ogawa que sempre me trataram com muita humildade e grande amizade desde os tradicionais Campeonatos da BUDOKAN.
Ao centro adicionei um “Anjo Judoca”, com cara de mal, alusivo aos bons costumes e princípios que o Judô nos ensina, mas sem ser tolo de ninguém.
Nas laterais do anjo escrito em japonês, estão as estruturas do Judô criado pelo Mestre Jigoro Kano.
Jita Kyoei – bem estar mútuo, ou seja, a prática do Judô deve levar o praticante a agir sempre em prol do bem estar de todas as pessoas envolvidas em suas ações, evitando assim atitudes egoístas e egocêntricas, coleguismos e outras ações que prejudicam as pessoas envolvidas.
Seiryoku Zenyo é um dos princípios fundamentais do Judô.
Uma simples, porém expressiva e adequada tradução, é “máxima eficiência”. Ou seja, o melhor uso da energia (física e mental) de forma que com o menor dispêndio de energia se consiga a máxima eficiência na ação.
Para finalizar, acima do Anjo tem meu nome com uma pequena flor de Lótus.
Espero ter conseguido explicar nossa nova logomarca, e que o Judô siga puro e essencial como foi o objetivo de sua criação.
Arigatou Gozaimasu

Sensei Sandro Galvão


sexta-feira, 14 de junho de 2019


Hoje gostaria de falar de um assunto que me deixa intrigado.
"SENSEI OU TIO" ?

Alguns dojôs e escolas adotam e permitem o tratamento de professores (as) pelas crianças por “tias ou tios”, o que é um erro enorme ao meu ver, prejudica o desenvolvimento da maturidade dos alunos, cria um vínculo entre professor e aluno que não contribui em nada com o ensino-aprendizagem, além de fazer com que os educadores percam a referência do nome e o seu valor como pessoa. Em meu dojô meus alunos se referem a mim como Sensei.

Apesar de eu não ser muito fã de Paulo Freire, ele afirma que “a tarefa de ensinar” não deve transformar o professor (a) em tia ou tio de seus alunos, da mesma forma como uma tia qualquer não se converte em professora de seus sobrinhos só por ser tia deles. Ensinar é profissão que envolve responsabilidade, conhecimento, militância, aptidão e certa especificidade no seu cumprimento, enquanto ser tia ou tio é viver uma relação de parentesco e isso eu concordo.
As professoras e professores em geral não têm nenhuma relação de parentesco com seus alunos, pois a sua tarefa dentro de um dojô ou sala de aula é o ensino-aprendizagem. Sensei não é parente de aluno, ainda que, em certas situações, o seja por consanguinidade, eu mesmo tenho sobrinhos e primos que treinam comigo e me chamam de Sensei.

Achar “singelo e bonitinho” essa nomenclatura como forma de aproximação com o aluno é uma mera ilusão. A aproximação entre Sensei/Professor é conquistada por meio do diálogo na aula, do respeito um com o outro, do chamar pelo nome. Esse negócio de “tia/tio” tem muito a ver com essa psicologia barata de “ratos de laboratório” que nada entende de Educação e vive se intrometendo, não me refiro aqui aos psicólogos que atendem em seus consultórios e muito menos àqueles que trabalham como psicopedagogos. Refiro-me isto sim, aos teóricos que geralmente nunca pisaram em um dojô ou sala de aula e se acham aptos, acreditam que entendem e palpitam sobre o relacionamento entre Sensei/Professor e alunos.

Identificar Sensei como tio, foi e vem sendo ainda enfatizado sobretudo na rede privada em todo o país, pois o Judô está cada vez mais dentro destas escolas. Para completar, muitos pais possuem a mentalidade de que a escola é a responsável pela formação de seus filhos. É o velho ditado: “Sou eu quem paga o seu salário”.
Portanto nós como Senseis e educadores, necessitamos nos posicionar firmemente e se valorizar diante da sociedade, alunos e até diante de si próprios, desde que sejamos realmente verdadeiros Senseis.Tia ou Tio” é portanto, um ato falho na formação de nossas crianças.

Fiquem à vontade para opinar, não sou dono da verdade, essa é apenas minha opinião.


Sensei Sandro Galvão

sábado, 25 de maio de 2019

Resiliência, Judô e Cotidiano.

Hoje vamos fala sobre resiliência, palavra muito em voga nos dias atuais, inclusive no meio judoístico, mas realmente sabemos do que se trata ou é só mais uma palavra “bonitinha”?
Não importa a dificuldade, siga em frente

Vamos lá, mas já saliento que sem essa tal resiliência, é difícil chegar em algum lugar.
A vida de todos nós é cheia de dificuldades. Uma hora é a perda do emprego, outra hora roubaram o carro, noutra vez é o fim de um relacionamento. Esses são apenas alguns exemplos de experiências desafiadoras pelas quais passamos.
Todos nós somos testados constantemente. Viver envolve encarar desafios a todo momento. Em situações como essas, tem vezes que reagimos de forma extremamente emocional e resistindo à mudança. Ficamos presos àquele passado ruminando a respeito do ocorrido.Outras vezes conseguimos nos recobrar rapidamente e seguir em frente. Estamos sendo resilientes justamente nessas horas que passamos por cima do ocorrido e encaramos a nova realidade não importa quão dura ela seja.
Resiliência é a capacidade de se adaptar em relação a situações adversas que se apresentam na vida. Agir com resiliência significa conseguir superar problemas, pressão, obstáculos, traumas, tragédias e outras fontes significativas de stress mantendo o equilíbrio psicológico e emocional.

Resiliência para um bom Judoca é essencial, sem ela é difícil alcançar seus objetivos dentro e fora dos tatames.
Forte abraço a todos;
Sensei Sandro Galvão

sábado, 27 de abril de 2019

Alguns motivos para você praticar Judô


Alguns motivos para prática do Judô.

O Judô é uma ferramenta excelente na formação das crianças em suas diversas fases do crescimento, pois além de desenvolver as habilidades motoras e cognitivas, prioriza outros aspectos como cooperação, participação, disciplina, confiança, concentração, responsabilidade, perseverança e respeito.
A prática do Judô contribui na melhoria da qualidade de vida, do bem-estar, da saúde, da autoestima, do autocontrole e da integração social de seus praticantes, a UNESCO elegeu o Judô, como o esporte mais completo para jovens de 4 a 21 anos. O Judô é uma arte marcial completa que atua não somente no condicionamento físico, mas também na disciplina e educação de seus praticantes.
O Judô é o esporte individual que mais trouxe medalhas olímpicas para o Brasil, a última medalha de ouro conquistada para o Brasil, foi da judoca Rafaela Silva nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

O Judô é um dos esportes mais praticados no Brasil, não existem quaisquer restrições seja quanto ao gênero, idade, raça, religião ou aptidão física. Em nosso Dojô, as aulas são ministradas por mim, Professor qualificado e especializado na arte marcial (tome cuidado com pseudosprofessores), e com vasta experiência na formação de diversos judocas com títulos estaduais, nacionais e internacionais.
Tenha uma vida mais saudável praticando Judô! O compromisso com a prática regular do Judô melhora os reflexos evitando acidentes, além de fortalecer os músculos e os ossos, e também trabalha a mente. Livre-se do estresse ao gastar energia com uma atividade física que contagia. Apesar de ser uma arte marcial em que o ideal é começar desde a infância, principalmente para quem quer se tornar um competidor profissional, o Judô pode ser praticado por todas as pessoas de qualquer idade.

Sensei Sandro Galvão - Faixa Preta Yodan.

sábado, 13 de abril de 2019

Pseudoprofessores de Judô


Não existe Professor de com “meias palavras”, quer dizer, não existe professor de judô que durante as aulas fala e prega uma coisa e depois das lições faz ao contrário.

Se falamos que o Judô tira os jovens e crianças das drogas e do mal caminho, o professor não pode usar drogas e nem se desviar do bom caminho, quem faz isso é um mentiroso, um hipócrita, e infelizmente existem muitos assim, inclusive alguns que se dizem grandes mestres de judô. 

Se falamos que o Judô ajuda a pessoas deixarem de fumar ou de ter atitudes destrutivas com sua própria vida ou até mesmo de seus semelhantes, o professor de judô não pode fazer isso, se não volto a dizer, é um verdadeiro HIPÓCRITA!!!

Pais e alunos, procurem escolas, dojôs e academias que tenham PROFESSORES DE JUDÔ com histórico e referência, que sejam professores de judô 24 horas por dia, que levem sua vida galgada na nossa arte e que levem para à vida o que ensinam no tatame. Não pode existir diferença entre essas duas coisas. Nós como professores de muitos, devemos ser exemplo, não estou aqui dizendo que somos “seres divinos”, muito longe disso, somos seres humanos e passivo de erros.

Agora vamos prestar atenção no local e nos próprios alunos que fazem parte desse treino, eles poderiam ser bons companheiros, ou melhor, ser companheiros para vida? Se isso não acontece, MUDE o mais rápido possível, tome cuidado com o Pseudoprofessor.
Caráter, lealdade, companheirismo, e bons costumes, NÃO se aprende em qualquer lugar. Agora lutar, isso você aprende em qualquer esquina.



COVID-19

Jita Kyoei =  Princípio da Prosperidade e Benefícios Mútuos Existem dois princípios básicos no Judô formulados pelo Mestre Jigoro Ka...